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Bahūdaka (बहुचक) – Uma classe de sannyāsī que se relaciona com muitas casas.
Bahūdaka é um termo composto por bahu, que significa "muito", "numeroso", e udaka, que significa "água". Literalmente, bahūdaka pode ser traduzido como "aquele que recebe água de muitos lugares" ou "aquele que se relaciona com muitas casas".
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Bala (बल) – Força espiritual.
Bala em sânscrito significa "força", "vigor" ou "energia vital". No entanto, nas escrituras védicas e na tradição devocional, o termo transcende o sentido físico: bala é a força espiritual que nasce da pureza do coração, da fé inabalável e da rendição ao Absoluto.
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Balavad (बलवत्) – Forte, poderoso, vigoroso.
O termo balavad deriva de bala ("força", "vigor", "potência") e designa aquilo que possui grande força ou que atua com intensidade. A terminação vat indica posse, de modo que balavad significa literalmente "aquele que tem força".
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Bālya (बाल्य) – Infância, estado infantil.
Bālya deriva de bāla ("criança"). No contexto de bhakti, esse termo ganha profundidade especial quando conectado a Kṛṣṇa, pois não descreve apenas uma fase biológica, mas um modo sagrado de relação.
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Bandhana (बन्धन) – Aprisionamento, vínculo.
No processo de bhakti, bandhana simboliza a prisão do apego – o nó que prende a alma à matéria. Mas também existe o bandhana sagrado, o laço do amor que une o devoto a Kṛṣṇa.
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Bandhu (बन्धु) – Vínculo, parente, aquele que liga.
Bandhu é um termo que significa "parente", "amigo", "aliado" ou "aquele que está ligado por um laço". Deriva da raiz bandh, que significa "atar", "ligar", "conectar".
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Bhagavad-gītā (भगवद्गीता) – A canção do Senhor.
A Bhagavad-gītā é o diálogo eterno entre o Supremo (Bhagavān) e a alma (jīva), travado no campo de Kurukṣetra, símbolo da arena interior onde se confrontam o dever e o desejo, a fé e a dúvida.
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Bhagavān (भगवान्) – O Senhor possuidor de todas as opulências.
A palavra Bhagavān é formada por bhaga, que significa "opulência", e o sufixo vān, "aquele que possui". Assim, Bhagavān é "Aquele que possui todas as riquezas em plenitude".
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Bhāgavata (भागवत) – Relativo a Deus ou ao Seu devoto.
A palavra bhāgavata deriva de Bhagavān – o Senhor Supremo – e significa "aquilo que pertence ou se refere a Bhagavān". Portanto, bhāgavata designa tudo o que está intrinsecamente ligado ao Senhor.
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Bhāgavata-dharma (भागवद्धर्म) – A religião da devoção.
Enquanto o varṇāśrama-dharma organiza a sociedade segundo os deveres naturais e os estágios da vida, o bhāgavata-dharma organiza o coração. Se o primeiro é a ciência do equilíbrio social, o segundo é a arte do amor absoluto.
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Bhāgavatam (भागवतम्) – A essência da verdade espiritual.
Classificado pelo próprio autor, Śrīla Vyāsadeva, como nigama-kalpa-taror galitaṁ phalam: "o fruto maduro da árvore-dos-desejos dos Vedas" (Bhāgavatam 1.1.3), o Śrīmad-Bhāgavatam é o coroamento de toda a literatura védica.
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Bhāgya (भाग्य) – Fortuna espiritual.
Na linguagem comum, bhāgya é traduzido como "sorte" ou "destino favorável". Mas, na senda de bhakti, esse termo adquire uma profundidade luminosa: a verdadeira fortuna é o encontro com o sagrado.
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Bhajana (भजन) – Canto e adoração dos santos nomes.
Bhajana vem da raiz sânscrita bhaj, que significa "servir com amor", "partilhar", "adorar". Assim, bhajana não é apenas um cântico devocional – é a expressão sonora da alma em serviço.
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Bhajana-bhakti (भजनभक्ति) – Devoção expressa pelo canto e pelo serviço.
Bhajana-bhakti é a manifestação viva da devoção em forma de canto, adoração e serviço amoroso. É o desabrochar de bhakti em ação sensível e sonora – a devoção que pulsa no ritmo do coração que canta.
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Bhajana-kriyā (भजनक्रिया) – Prática regular da devoção.
Bhajana-kriyā é a etapa em que a fé desperta se torna prática viva. Depois do primeiro vislumbre da verdade espiritual e da associação com devotos sinceros, o buscador sente o impulso de transformar inspiração em disciplina.
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Bhajana-lālasā (भजनलालसा) – Desejo ardente de servir.
Bhajana-lālasā é o estado em que o coração do devoto, já purificado pela prática constante, inflama-se de anseio por servir a Kṛṣṇa de modo cada vez mais íntimo e desinteressado. Lālasā significa "desejo intenso", "ânsia".
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Bhajana-rahasya (भजनरहस्य) – Segredo da adoração.
Bhajana-rahasya é o mistério interior da devoção, o conhecimento que não se alcança apenas pela leitura, mas pela vivência e pela graça. A palavra rahasya significa "segredo" ou "aquilo que está oculto aos olhos comuns".
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Bhakta (भक्त) – Devoto.
Bhakta é aquele que faz da devoção o centro da vida, vivendo não para si, mas para agradar Kṛṣṇa. A palavra vem da raiz bhaj, "servir com amor", e designa o praticante cuja existência gira em torno do serviço devocional (bhakti-sevā).
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Bhaktābhāsa (भक्ताभास) – Sombra de devoção, aparência de bhakti.
Bhaktābhāsa significa literalmente "aparência" (ābhāsa) de devoção (bhakti). Designa práticas, emoções ou comportamentos que se assemelham à devoção, mas não são ainda bhakti pura em seu sentido pleno.
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Bhakta-vatsala (भक्तवत्सल) – Aquele que é afetuoso com Seus devotos.
Este é um dos nomes mais doces e reveladores da natureza de Kṛṣṇa. A palavra bhakta significa "devoto", e vatsala vem de vatsa, "bezerro" – o filhote querido.
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Bhakti (भक्ति) – Devoção amorosa.
Bhakti é a essência e o ápice da experiência espiritual. Derivada da raiz sânscrita bhaj, que significa "servir com amor", a palavra expressa a relação viva e afetuosa entre a alma e o Supremo.
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Bhakti-latā (भक्तिलता) – A trepadeira da devoção.
Bhakti-latā, a "trepadeira da devoção", é uma das imagens mais poéticas e profundas do caminho espiritual descritas por Śrī Caitanya Mahāprabhu.
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Bhakti-mārga (भक्तिमार्ग) – O caminho da devoção.
Bhakti-mārga, o "caminho da devoção", é o trilho dourado que conduz a alma de volta à sua origem amorosa.
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Bhakti-pravāha (भक्तिप्रवाह) – Corrente devocional.
Bhakti-pravāha é o fluxo incessante do amor divino que atravessa o tempo e o espaço, ligando o coração do devoto ao coração de Kṛṣṇa.
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Bhakti-rasa (भक्तिरस) – O sabor íntimo da devoção.
Bhakti-rasa é a experiência viva e palatável do amor por Kṛṣṇa no coração do devoto. A palavra une bhakti – devoção, entrega amorosa – e rasa – essência, suco, sabor.
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Bhakti-rasāmṛta-sindhu (भक्तिरसामृतसिन्धु) – O néctar do sabor devocional.
Bhakti-rasāmṛta-sindhu, literalmente "o oceano de néctar do sabor devocional", é o título da obra monumental de Śrīla Rūpa Gosvāmī.
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Bhakti-śakti (भक्तिशक्ति) – O poder da devoção.
Bhakti-śakti é a força viva do amor divino, a energia espiritual que anima e transforma tudo o que toca. A palavra śakti significa "poder", "energia" ou "potência".
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Bhakti-saṁskāra (भक्तिसंस्कार) – Impressão espiritual.
Bhakti-saṁskāra é o vestígio sagrado que cada ato devocional imprime na consciência. A palavra saṁskāra designa uma impressão sutil, uma marca psíquica e espiritual.
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Bhakti-siddhi (भक्तिसिद्धि) – Perfeição da devoção.
Bhakti-siddhi é a consumação do caminho devocional – o ponto em que o amor se torna perfeito, livre de qualquer traço de egoísmo ou expectativa. Siddhi significa "perfeição", "realização".
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Bhakti-svarūpa (भक्तिस्वरूप) – A forma eterna da devoção.
Bhakti-svarūpa é a revelação da identidade eterna da alma em sua relação amorosa com Kṛṣṇa. A palavra svarūpa significa "forma própria", "natureza intrínseca".
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Bhakti-tattva (भक्तितत्त्व) – O princípio da devoção.
Bhakti-tattva é a verdade essencial da devoção, o reconhecimento de que o amor a Kṛṣṇa não é um sentimento criado pela mente humana, mas uma energia eterna do próprio Absoluto.
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Bhaktivedanta (भक्तिवेदान्त) – Devoção e sabedoria combinados.
Bhaktivedanta é um título composto por duas palavras sânscritas de enorme profundidade: bhakti e vedānta. Juntas, elas descrevem um ideal espiritual extraordinário.
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Bhakti-vṛkṣa (भक्तिवृक्ष) – A árvore da devoção.
Bhakti-vṛkṣa, "a árvore da devoção", é a metáfora luminosa usada por Śrī Caitanya Mahāprabhu para descrever o crescimento orgânico e expansivo do movimento devocional.
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Bhakti-yoga (भक्तियोग) – O yoga da devoção.
Bhakti-yoga é o caminho supremo ensinado na Bhagavad-gītā, a união entre a alma e o Supremo por meio do amor e do serviço.
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Bhartā (भर्ता) – Provedor.
O termo bhartā aparece na Bhagavad-gītā (13.23) como uma das qualificações do Supremo, destacando Seu papel como sustentador.
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Bhāṣya (भाष्य) – Comentário explicativo tradicional de um śāstra védico.
Não é uma explicação livre nem uma opinião pessoal: bhāṣya é uma leitura autorizada, feita por um ācārya que transmite fielmente o sentido recebido pela sucessão discipular (paramparā).
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Bhāva (भाव) – Emoção devocional.
Bhāva é o ponto em que a devoção deixa de ser apenas uma prática e torna-se um estado de consciência. A palavra vem da raiz sânscrita bhū, "ser", "tornar-se".
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Bhava-roga (भवरोग) – A doença da existência material.
A expressão bhava-roga é composta por duas palavras sânscritas profundamente simbólicas: bhava, que significa "existência material", e roga, que significa "doença".
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Bhāvārtha-dīpikā (भावार्थदीपिका) – Comentário sobre o Śrīmad-Bhāgavatam de Śrīdhara Swami.
Considerado o primeiro comentário completo e sistemático dessa obra fundamental da tradição vaiṣṇava, Bhāvārtha-dīpikā significa literalmente "A lâmpada que ilumina o sentido essencial".
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Bhava-sindhu (भवसिन्धु) – Oceano da existência material.
A expressão bhava-sindhu une dois conceitos profundos do sânscrito: bhava, "existência material", e sindhu, "oceano". Juntas, as palavras descrevem o mundo como um vasto mar de nascimentos e mortes.
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Bhaya (भय) – Medo, apreensão, temor.
Bhaya é o sentimento de medo que surge quando a consciência se percebe separada de sua fonte divina. A palavra designa tanto o medo físico e instintivo quanto o medo existencial.
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Bhikṣā (भिक्षा) – Esmola, alimento recebido em mendicância.
Deriva da raiz verbal bhikṣ, que significa "pedir", "suplicar", "mendigar". Contudo, seu significado ultrapassa a dimensão material do ato de pedir comida.
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Bhoga (भोग) – Gozo, desfrute.
A palavra bhoga deriva da raiz sânscrita bhuj, que significa "gozar", "usufruir" ou "saborear". No sentido mundano, bhoga representa o impulso da alma condicionada de se colocar no centro da experiência.
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Bhoktā (भोक्ता) – Aquele que desfruta.
O termo bhoktā aparece na Bhagavad-gītā (13.23) como parte da descrição do Supremo. Após compreender o Senhor como testemunha (upadraṣṭā), sancionador (anumantā) e sustentador (bhartā), surge aqui uma dimensão ainda mais delicada: Ele é também o desfrutador.
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Bhrama (भ्रम) – Erro, ilusão, engano cognitivo.
Na epistemologia védica, bhrama indica a tendência inerente da mente condicionada de tomar o falso por verdadeiro, o impermanente por permanente, o não-eu por eu.
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Bhūmi (भूमि) – Terra.
Bhūmi é a palavra sânscrita para "terra", mas seu significado ultrapassa o aspecto físico do elemento. Ela representa o princípio de sustentação, o solo onde a vida repousa, germina e floresce.
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Bhūta (भूत) – Ser vivo.
A palavra bhūta vem da raiz sânscrita bhū, "ser" ou "tornar-se", e designa tudo o que existe, tudo o que "veio a ser".
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Bhūta-bhāvana (भूतभावन) – O mantenedor de todos os seres.
Bhūta-bhāvana é uma referência divina de Kṛṣṇa e significa literalmente "Aquele que faz os seres existirem, os sustenta e cuida deles".
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Brahma-bhūta (ब्रह्मभूत) – Plataforma transcendental.
Brahma-bhūta é um termo luminoso da Bhagavad-gītā que descreve o estado de consciência em que a alma "se torna Brahman"; ou seja, quando ela desperta para sua natureza espiritual.
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Brahmācārya (ब्रह्मचर्य) – Continência e pureza mental.
A palavra brahmācārya é composta de Brahman, o Absoluto, e carya, que significa "conduta", "modo de viver" ou "movimento". Literalmente, quer dizer "viver em Brahman".
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Brahmajyoti (ब्रह्मज्योति) – Luz espiritual.
A palavra brahmajyoti é composta de Brahman, "o Absoluto", e jyoti, que significa "luz", "resplendor" ou "radiância".
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Brahma-muhūrta (ब्रह्ममुहूर्त) – O instante da revelação interior.
Brahma-muhūrta é o período mais auspicioso do dia, situado aproximadamente uma hora e meia antes do nascer do sol. Segundo a tradição védica, esse momento é impregnado de pureza, silêncio e sattva.
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Brahman (ब्रह्मन्) – O Absoluto impessoal.
A palavra Brahman deriva da raiz sânscrita bṛh, que significa "expandir-se", "crescer", "tornar-se grande". Trata-se, portanto, da Realidade ilimitada, o fundamento de tudo o que existe.
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Brahmāṇḍa (ब्रह्माण्ड) – Ovo de Brahmā, uma alusão ao universo material completo.
O termo é formado por Brahmā (o engenheiro cósmico) com aṇḍa ("ovo"), indicando um cosmo fechado, orgânico e cíclico.
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Brahma-jijñāsā (ब्रह्मजिज्ञासा) – O desejo de conhecer Brahman.
Brahma-jijñāsā se refere à investigação consciente da Realidade Absoluta. O termo é composto por brahma ("o Absoluto") com jijñāsā ("anseio profundo de investigar").
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Brahmānanda (ब्रह्मानन्द) – A bem-aventurança do Absoluto.
Brahman significa o Ser infinito, ilimitado, a realidade espiritual que está além das dualidades. Ānanda é bem-aventurança, plenitude, alegria que não depende de circunstâncias externas.
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Brahmāstra (ब्रह्मास्त्र) – Arma divina.
Nos Purāṇas e no Mahābhārata, a brahmāstra é descrita como a mais temida das armas divinas, invocada não por pólvora nem metais, mas pelo poder vibracional de mantras secretos.
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Buddha (बुद्ध) – O desperto, o que acordou.
O termo buddha não designa, em sua origem, uma pessoa histórica específica, mas um estado de consciência. Deriva da raiz sânscrita budh, que significa "acordar", "perceber", "tornar-se consciente".
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Buddhi (बुद्धि) – Inteligência, discernimento.
No vocabulário da filosofia védica, buddhi é mais que "inteligência" no sentido comum. É a faculdade interna que permite compreender, distinguir, escolher e orientar a vida em direção ao que é verdadeiro.
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Buddhi-yoga (बुद्धियोग) – A união pela inteligência espiritual.
Buddhi-yoga é o nome que Kṛṣṇa dá, na Bhagavad-gītā (principalmente em 2.39 e 10.10), ao processo em que a inteligência purificada (buddhi) se torna um instrumento direto da vida espiritual.
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