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Caitya-guru (चैतन्य-गुरु) – O mestre interno, o guia espiritual que habita o coração.
Caitya-guru indica a presença consciente do Absoluto em todos os seres. O termo caitya significa "aquilo que está no interior, no santuário do coração", e guru é "aquele que dissipa a escuridão".
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Caitanya (चैतन्य) – Consciência viva.
Literalmente, caitanya significa "consciência desperta", "vida consciente", "força vital." É também o nome de Śrī Caitanya Mahāprabhu, Kṛṣṇa em êxtase pelo próprio amor divino.
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Caitanya-bhāva (चैतन्यभाव) – Humor divino de Caitanya.
Caitanya-bhāva é o estado sublime no qual Kṛṣṇa, movido por um desejo secreto e amoroso, assume o coração, os sentimentos e a visão interna de Śrī Rādhā.
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Caitanya-caritāmṛta (चैतन्यचरितामृत) – O néctar imortal dos feitos de Caitanya.
Caitanya-caritāmṛta é a obra-prima escrita por Śrīla Kṛṣṇadāsa Kavirāja Gosvāmī, considerada o ápice da literatura vaiṣṇava por desvendar a vida e os ensinamentos de Śrī Caitanya Mahāprabhu.
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Caitanya-līlā (चैतन्यलीला) – Passatempos de Caitanya.
Caitanya-līlā é o conjunto dos passatempos divinos de Śrī Caitanya Mahāprabhu, a manifestação dourada de Kṛṣṇa que desceu a este mundo para saborear e distribuir o amor divino.
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Caitanya-nāma (चैतन्यनाम) – O nome "Caitanya".
Invocar o nome de Śrī Caitanya é muito mais do que pronunciar um som sagrado: é aproximar-se da própria vibração que fez o amor divino transbordar sobre a Terra.
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Cakra (चक्र) – Disco divino.
A sudarśana-cakra, o disco flamejante empunhado por Viṣṇu e Kṛṣṇa, é muito mais do que uma arma divina: é um símbolo de visão perfeita, a luz que corta a escuridão da ignorância.
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Camatkāra (चमत्कार) – Encantamento espiritual.
Camatkāra é aquele instante em que a alma perde o fôlego – não por medo, mas por maravilhamento. É o espanto que só o sagrado provoca.
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Cañcalaṁ (चञ्चलम्) – Instável, inquieto, difícil de manter parado.
Cañcalaṁ é um adjetivo sânscrito que descreve "aquilo que é agitado", "vacilante", "turbulento", "sempre em movimento." É famoso na Bhagavad-gītā (6.34) qualificando a mente.
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Caṇḍāla (चण्डाल) – O marginalizado do sistema, não da alma.
O termo caṇḍāla designa, em seu uso clássico, alguém colocado fora do sistema social védico regulado, especialmente fora dos quatro varṇas tradicionais.
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Candra (चन्द्र) – Lua.
Candra, a lua prateada que atravessa silenciosamente o céu noturno, é um dos símbolos mais delicados e profundos da tradição védica. Ela representa aquilo que a alma experimenta quando está purificada.
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Candramukha (चन्द्रमुख) – Rosto (ou boca) como a lua.
Candramukha é uma expressão terna da poesia vaiṣṇava que descreve o rosto do Senhor como "semelhante à lua".
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Candana (चन्दन) – Pasta de sândalo.
O candana, a pasta perfumada feita do sândalo mais puro, é um dos elementos mais finos e sagrados da tradição védica, oferecido ao Senhor como símbolo de frescor e devoção.
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Capala-sukha (चपलसुख) – Felicidade instável, prazer que não permanece.
Capala-sukha é a expressão que descreve o tipo de prazer que surge rapidamente, encanta por um instante e logo desaparece, deixando a mente ainda mais inquieta.
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Caraṇa (चरण) – Pés.
Os caraṇas do Senhor, Seus pés de lótus, são um dos símbolos mais suaves e profundos da tradição vaiṣṇava, expressão da misericórdia divina.
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Caraṇāmṛta (चरणामृत) – Néctar dos pés do Senhor.
O caraṇāmṛta é um dos símbolos mais íntimos e tocantes da tradição vaiṣṇava: água transformada pelo toque do divino.
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Caraṇāravinda (चरणारविन्द) – Pés de lótus.
É uma das expressões mais recorrentes, belas e profundas da literatura devocional para se referir aos pés do Senhor, compostos por caraṇa (pés) e aravinda (lótus).
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Cāturmāsya (चातुर्मास्य) – Período de quatro meses.
Cāturmāsya refere-se a um voto ou observância espiritual praticado durante quatro meses específicos do ano, tradicionalmente coincidentes com a estação das chuvas na Índia.
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Catur-śloki (चतुःश्लोकी) – Os quatro versos essenciais do Bhāgavatam.
O catur-śloki é o coração pulsante do Śrīmad-Bhāgavatam, quatro versos revelados por Kṛṣṇa a Brahmā que concentram toda a essência do Bhāgavatam.
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Catur-vyūha (चतुरव्यूह) – Quatro expansões de Kṛṣṇa.
O catur-vyūha é entendido pelos ācāryas como a arquitetura do amor, uma única luz em quatro direções: Vāsudeva, Saṅkarṣaṇa, Pradyumna e Aniruddha.
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Cāturya (चातुर्य) – Astúcia divina.
Cāturya é a joia mais sutil da teologia vaiṣṇava, a astúcia divina que nasce não de malícia, mas de prema, do amor que deseja intensificar a doçura das relações.
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Cetanā (चेतना) – Consciência viva.
Cetanā é o instante sutil onde a alma revela que está desperta, o brilho do "eu" que nenhuma mente fabrica e nenhum corpo explica.
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Channa (छन्न) – Oculto, velado, disfarçado.
A palavra channa significa "escondido", "coberto", "não revelado em sua plenitude", usado para descrever Śrī Caitanya Mahāprabhu como o channa-avatāra.
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Channa-avatāra (छन्न-अवतार) – Caitanya como o Deus escondido.
O channa-avatāra refere-se a Caitanya como o Deus que Se oculta para distribuir o amor puro, aparecendo com o brilho dourado de Śrī Rādhā.
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Cinmaya (चिन्मय) – Feito de consciência.
Cinmaya significa "constituído de conhecimento vivo", descrevendo a natureza espiritual do Absoluto, diferente do mundo material composto de matéria inerte.
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Cinmaya-rasa (चिन्मय-रस) – O sabor espiritual feito de consciência.
Cinmaya-rasa significa "a bem-aventurança relacional da esfera espiritual", unindo cinmaya ("consciência viva") a rasa ("sabor").
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Cintāmaṇi (चिन्तामणि) – Pedra de toque que realiza desejos.
Cintāmaṇi é a pedra mística descrita nas escrituras como capaz de realizar desejos, simbolizando a plenitude da realidade espiritual.
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Cit (चित्) – Consciência.
Um dos três aspectos eternos do ser: sat-cit-ānanda – eternidade, consciência e bem-aventurança. Cit é o saber iluminado.
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Cit-śakti (चिति शक्ति) – Potência do conhecimento divino.
Cit-śakti é a energia pela qual Kṛṣṇa revela a verdade aos corações puros, a luz que converte leitura em revelação.
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Citra-līlā (चित्रलीला) – Passatempos maravilhosos.
Citra significa "maravilhoso", "variado", "surpreendente". Aplicado às līlās de Kṛṣṇa, revela que o amor divino é infinitamente criativo.
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Citra-śakti (चित्रशक्ति) – Energia criadora da variedade divina.
Citra-śakti é a potência interna de Kṛṣṇa responsável por tudo o que há de belo, diverso e artisticamente perfeito na criação.
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Citta (चित्त) – Mente interior, consciência sutil.
Citta é a delicada superfície onde a alma projeta suas percepções, emoções e memórias, a camada mais íntima da consciência.
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Citta-nivṛtti (चित्तनिवृत्ति) – Cessar das perturbações mentais.
Citta-nivṛtti é o estado em que a mente interior deixa de oscilar e retorna ao seu brilho natural, repousando na lembrança de Kṛṣṇa.
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Citta-prasāda (चित्तप्रसाद) – Clareza e serenidade mental.
Citta-prasāda é o estado de transparência e suavidade que nasce quando o coração deixa de lutar contra a vida e passa a caminhar com ela.
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Citta-śuddhi (चित्तशुद्धि) – Purificação da mente.
É o processo de transformar o pensamento em oferenda, o estado no qual o coração se torna límpido como um cristal, refletindo apenas o amor divino.
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Citta-vṛtti-nirodhaḥ (चित्तवृत्तिनिरोध) – A cessação das flutuações mentais.
No processo de bhakti-yoga, o controle da mente não vem da força, mas da substituição: o som dos santos nomes ocupa o espaço que antes era ruído.
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